DEVOCIONAIS DE VITÓRIA

Desde 2007, as Devocionais de Vitória objetiva ajudá-lo na meditação bíblica.

CURTA E COMPARTILHE

Seja missionário da verdade conosco!

Divulgue as Devocionais de Vitória

Estamos em devoção através da 1ª carta de Paulo a Timóteo.

100 textos devocionais de João Calvino. Adquira o seu!

Acesse!

Reflexão edificadoras a partir de texto de João Calvino

terça-feira, 31 de outubro de 2017

500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE: UMA CRÔNICA


O sol atravessava uma nuvem naquela quarta-feira já com aspecto de tumulto devido à proximidade do Dia de Todos os Santos. Tudo parecia funcionar conforme a trama da rotina: as mulheres sacodem os tapetes nas janelas, os homens se lançam rumo aos seus afazeres... E ali um monge sobe as escadas da Igreja do Castelo de Wittenberg. Vai a mais uma incontável ladainha? Não! Vê-se uma determinação silenciosa. Fixa uns papeis na porta ao lado da Igreja. Mais um papel nesse mural de pedidos de orações e avisos? O vento sobra: vento que se remete contra a porta da Igreja e arranca os papeis jogando-os ao esquecimento. Não dessa vez! Ali estava afixado papéis com escritos para suportarem tempestades. ‘‘Vejam!’’, exclama alguém. O Dr. Martinho Lutero deixou algo na porta da Igreja. Correm para ver o que estava escrito. O texto em latim. Os que observam não sabem a língua da academia e dos clérigos. Finalmente, um alfabetizado na sacra língua faz a leitura. Ali o eco das 95 teses é como se um terremoto abalasse o mundo. ‘‘É necessário que todos leiam!’’, sugestiona alguém. Encarregam de levar à mais próxima imprensa.
O sol resiste em se pôr. Esse é um dia eterno! Ele não poderia ser medido com qualquer ampulheta. O selo do Livro escrito por dentro e por fora rompeu-se. O Evangelho eterno sopra entre aquelas campinas e enche as velas da profecia bíblica. O tempo está cumprido. O que previra o profeta Habacuque (2.4) quebra os grilhões da crendice, dos dogmas e da soberba, e ecoa: ‘‘O justo viverá por fé’’. Nas pegadas daquele monge, agora corria a história da salvação. Desencadeava-se a revolução da maravilhosa graça. Os reis, rainhas, sábios ou demônios não seriam capazes de deter o jorrar do rio que corre do trono de Deus!
O sol encontra-se em seu ocaso. O monge já voltara ao seu convento. Nem imagina que lá fora o mundo não é mais o mesmo. Ele senta e faz sua oração vespertina. Agradece a Deus por sua bondade e se prepara para o anoitecer. Não sabe ele que, na verdade, encontra-se em outro tempo: o sol ainda está no crepúsculo. Post tenebras lux - após as trevas, a luz! Não está anoitecendo, mas amanhecendo. A luz do Evangelho da graça e da glória de Deus brilha novamente!
A noite chega. O monge dorme sob a proteção divina. Durante a noite, suas palavras tornam-se folhas voadoras (panfletos). Ao amanhecer o mundo receberia não apenas uma denúncia contra a venda de indulgências, mas o Evangelho salvador de Deus!
Que maravilhoso dia o Senhor fez. Alegremo-nos e regozijemo-nos nele! A graça superabundava. Era 31 de outubro de 1517. O início do retorno ao Evangelho: a Era Protestante!

Rev. J. A. Lucas Guimarães

terça-feira, 29 de agosto de 2017

O MISTÉRIO DA PIEDADE

DEVOCIONAIS DE VITÓRIA
(27/08-02/09/17)

“Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1ª Timóteo 3.16).


Não existe dúvida para Paulo que o Cristianismo estabelece o novo parâmetro existencial e espiritual. Daí sua formulação inicial (“evidentemente”) para demonstrar uma verdade que corresponde a uma realidade. Que verdade é essa? É que a demonstração da graça de Deus, de forma a habilitar o ser humano a servi-lo, amá-lo e adorá-lo corretamente, é uma grandeza incomparável. Esse é o “mistério da piedade”: o que foi revelado para que se possa viver corretamente para Deus. O Cristianismo é resultado da revelação do amor divino. Como tal, a igreja torna-se baluarte da verdade, ou seja, da experiência com essa verdade. A revelação da verdade pode ser definida a partir da vida de Jesus. O que se revela a todos nós é Jesus como filho encarnado de Deus. A revelação da graça divina tem por conteúdo a pessoa de Cristo em suas cinco condições: 1. De encarnado, mas sem pecado – sua manifestação na carne não redundou em contaminação da carne. Ele, finalmente, foi tido por justo, inocente e sem pecado; 2. De eterno Deus – antes da encarnação, Cristo já existia e por anjos era adorado; 3. De Salvador do mundo – a pregação do Evangelho somente se justifica porque o mundo encontra-se perdido e carente de um salvador que o livre de seus pecados. Toda pregação cristã é uma declaração da existência do Salvador Jesus Cristo; 4. De alvo da fé – a fé cristã destina-se a apenas uma única pessoa capaz de se tornar o perdão de nossos pecados: Jesus Cristo. Essa fé é existencial. Ela é desenvolvida no presente tempo e lugar. É nesse mundo que devemos ter fé em Jesus como Senhor e Salvador; e 5. De ressuscitado – Jesus Cristo é aquele que foi recebido à direita de Deus. A ele foi dado todo poder e autoridade. A ressurreição de Cristo é a demonstração da aceitação divina de sua obra redentora e a demonstração de seu poder sobre a morte. O Cristianismo traz em sua mensagem e vida um conteúdo que é a própria revelação da graça divina. Esse conteúdo é a própria pessoa de Jesus: encarnado, eterno, salvador, crido e ressuscitado. Isso mostra que o Evangelho é realmente o poder de Deus. Em Jesus, encontra-se tudo que Deus queria revelar ao mundo. Eis a grandeza!

* * *
"Toda pregação cristã é uma declaração da existência do Salvador Jesus Cristo"

* * *

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

IGREJA: COLUNA E BALUARTE DA VERDADE

DEVOCIONAIS DE VITÓRIA
(29/01-04/02/17)

“Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1ª Timóteo 3.14-15).


A palavra do ano de 2016, escolhida pela Oxford Dictionaries, foi “pós-verdade”. Essa palavra é usada para mostrar como as pessoas estão se deixando influenciar pelos apelos emocionais dos boatos mais do que pelos fatos objetivos. No fundo, isso mostra como a busca pela verdade não faz parte da motivação das pessoas. Ao lado dessa palavra, é possível escolher a mentira como palavra chave para se compreender a dimensão da pecaminosidade humana. Existe uma dependência crônica do uso da mentira de forma a ser considerada indispensável às práticas sociais e justificadora das negligências humanas. Torna-se mais grave quando a mentira assume sua condição de erro doutrinário e engano religioso. A filha do diabo não poupa nenhuma estrutura. Estaria tudo perdido? Estamos mesmo a mercê da mentira? A realidade pós-verdade é soberana? Vez por outra grupos religiosos tem se envolvido com a mentira. Isso tem favorecido ao desenvolvimento de determinada suspeita em relação à igreja. Apesar dessa realidade, devemos nos deixar encaminhar pelo conceito paulino de igreja. Essencialmente, a verdadeira igreja é “coluna e baluarte da verdade”. Veja que a igreja é exaltada como reduto onde a verdade é defendida. Diante disso, podemos destacar duas verdades. A primeira diz respeito a própria identidade da igreja. Ela não foi apenas fundada pela verdade (Jesus Cristo) e prega a verdade (a Palavra de Deus), mas se torna espaço onde a verdade encontra abrigo e é protegida. A segunda diz respeito a missão da igreja. Ela não assume apenas a tarefa apologética (defesa), mas proclamadora da verdade. Nessa proclamação, ela denuncia o erro e afirma a verdade num mundo que tomou a mentira como parceira cultural. Somos a Igreja do Deus vivo. Nosso propósito é o estabelecimento do Reino de Deus: realidade de pós-mentira. Ainda que as garras da mentira tenha ferido alguma expressão religiosa cristã, não pode nos alienar da identidade, valor e missão da igreja. Venceremos a mentira e o pai dela (o diabo) sendo verdadeira igreja da verdade e não nos afastando dela. Que nossa postura seja como a de Atanásio de Alexandria (séc. III-IV d.C.), chamado de campeão da ortodoxia: “Se o mundo for contra a verdade, então Atanásio será contra o mundo”. Deus seja nossa vitória nessa semana.


* * *
"Ainda que as garras da mentira tenha ferido alguma expressão religiosa cristã, não pode nos alienar da identidade, valor e missão da igreja".

* * *

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O PROCEDER NA CASA DE DEUS

DEVOCIONAIS DE VITÓRIA
(22-28/01/17)

“Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1ª Timóteo 3.14-15).


Não tem como ler esse texto paulino sem trazer à memória o evento da expulsão dos vendedores do templo por Jesus (Mt. 21.12-13). O procedimento dos campistas e vendedores com condizia com o objetivo do templo: ser casa de oração e não covil de salteadores. Jesus alerta para o fato de que é possível transformar a sua casa (o templo dedicado ao culto a Deus) e a aliená-la de sua função. Que terrível perigo e sacrilégio! Não é por acaso que, a essa violação, o Senhor se impôs com severa intervenção. Não se pode, a exemplo do Senhor Jesus, ser passivo diante de tal comportamento na casa do Senhor! Paulo escreve a Timóteo e ressalta sua intenção de repassar pessoalmente, mas adianta o assunto na carta, sobre a ética necessária para o devidamente estar na casa de Deus. Nota-se que Paulo não estabelece a casa de Deus como um espaço físico em si, mas como o ajuntamento dos eleitos em Cristo: a igreja. De forma que quando os crentes se reúnem ou onde eles estiverem em sua condição de igreja sejam assumida postura que não agrediam sua condição de discípulos de Cristo e adoradores do Deus vivo. Dada a orientação de Paulo, é possível considerar algumas verdades. Primeira, é que o procedimento do cristão na igreja e como igreja deve ser algo dado a conhecer. Paulo faz Timóteo ter ciência e o instrui a tornar público esse conhecimento. A liderança da igreja deve atentar para que todos tenham ciência de como deve proceder na casa de Deus. Segunda, é que se existe um procedimento não se pode pensar que a casa de Deus é espaço para a filosofia do venha como vier e fique como estar. Terceira, é que sendo a casa do Deus vivo, ela é lugar de reverência e relacionamento. E, por último, sendo lugar de coluna e baluarte da verdade, não pode ser covil de mentiras, mas de adoração em espírito e em verdade como convém a todos aqueles que Deus procura para serem seus adoradores (Jo. 4.23-24). Estar na casa de Deus e ser casa do Senhor requer postura ética e comportamental que inclui decência, ordem e sinceridade de coração. Seja o Senhor Deus sua vitória nessa semana!

* * *
"Estar na casa de Deus e ser casa do Senhor requer postura ética e comportamental que inclui decência, ordem e sinceridade de coração"

* * *
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

Deus seja sua vitória!

Creia em Jesus Cristo

Visualizações