DEVOCIONAIS DE VITÓRIA

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Reflexão edificadoras a partir de texto de João Calvino

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

IGREJA: COLUNA E BALUARTE DA VERDADE

DEVOCIONAIS DE VITÓRIA
(29/01-04/02/17)

“Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1ª Timóteo 3.14-15).


A palavra do ano de 2016, escolhida pela Oxford Dictionaries, foi “pós-verdade”. Essa palavra é usada para mostrar como as pessoas estão se deixando influenciar pelos apelos emocionais dos boatos mais do que pelos fatos objetivos. No fundo, isso mostra como a busca pela verdade não faz parte da motivação das pessoas. Ao lado dessa palavra, é possível escolher a mentira como palavra chave para se compreender a dimensão da pecaminosidade humana. Existe uma dependência crônica do uso da mentira de forma a ser considerada indispensável às práticas sociais e justificadora das negligências humanas. Torna-se mais grave quando a mentira assume sua condição de erro doutrinário e engano religioso. A filha do diabo não poupa nenhuma estrutura. Estaria tudo perdido? Estamos mesmo a mercê da mentira? A realidade pós-verdade é soberana? Vez por outra grupos religiosos tem se envolvido com a mentira. Isso tem favorecido ao desenvolvimento de determinada suspeita em relação à igreja. Apesar dessa realidade, devemos nos deixar encaminhar pelo conceito paulino de igreja. Essencialmente, a verdadeira igreja é “coluna e baluarte da verdade”. Veja que a igreja é exaltada como reduto onde a verdade é defendida. Diante disso, podemos destacar duas verdades. A primeira diz respeito a própria identidade da igreja. Ela não foi apenas fundada pela verdade (Jesus Cristo) e prega a verdade (a Palavra de Deus), mas se torna espaço onde a verdade encontra abrigo e é protegida. A segunda diz respeito a missão da igreja. Ela não assume apenas a tarefa apologética (defesa), mas proclamadora da verdade. Nessa proclamação, ela denuncia o erro e afirma a verdade num mundo que tomou a mentira como parceira cultural. Somos a Igreja do Deus vivo. Nosso propósito é o estabelecimento do Reino de Deus: realidade de pós-mentira. Ainda que as garras da mentira tenha ferido alguma expressão religiosa cristã, não pode nos alienar da identidade, valor e missão da igreja. Venceremos a mentira e o pai dela (o diabo) sendo verdadeira igreja da verdade e não nos afastando dela. Que nossa postura seja como a de Atanásio de Alexandria (séc. III-IV d.C.), chamado de campeão da ortodoxia: “Se o mundo for contra a verdade, então Atanásio será contra o mundo”. Deus seja nossa vitória nessa semana.


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"Ainda que as garras da mentira tenha ferido alguma expressão religiosa cristã, não pode nos alienar da identidade, valor e missão da igreja".

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O PROCEDER NA CASA DE DEUS

DEVOCIONAIS DE VITÓRIA
(22-28/01/17)

“Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1ª Timóteo 3.14-15).


Não tem como ler esse texto paulino sem trazer à memória o evento da expulsão dos vendedores do templo por Jesus (Mt. 21.12-13). O procedimento dos campistas e vendedores com condizia com o objetivo do templo: ser casa de oração e não covil de salteadores. Jesus alerta para o fato de que é possível transformar a sua casa (o templo dedicado ao culto a Deus) e a aliená-la de sua função. Que terrível perigo e sacrilégio! Não é por acaso que, a essa violação, o Senhor se impôs com severa intervenção. Não se pode, a exemplo do Senhor Jesus, ser passivo diante de tal comportamento na casa do Senhor! Paulo escreve a Timóteo e ressalta sua intenção de repassar pessoalmente, mas adianta o assunto na carta, sobre a ética necessária para o devidamente estar na casa de Deus. Nota-se que Paulo não estabelece a casa de Deus como um espaço físico em si, mas como o ajuntamento dos eleitos em Cristo: a igreja. De forma que quando os crentes se reúnem ou onde eles estiverem em sua condição de igreja sejam assumida postura que não agrediam sua condição de discípulos de Cristo e adoradores do Deus vivo. Dada a orientação de Paulo, é possível considerar algumas verdades. Primeira, é que o procedimento do cristão na igreja e como igreja deve ser algo dado a conhecer. Paulo faz Timóteo ter ciência e o instrui a tornar público esse conhecimento. A liderança da igreja deve atentar para que todos tenham ciência de como deve proceder na casa de Deus. Segunda, é que se existe um procedimento não se pode pensar que a casa de Deus é espaço para a filosofia do venha como vier e fique como estar. Terceira, é que sendo a casa do Deus vivo, ela é lugar de reverência e relacionamento. E, por último, sendo lugar de coluna e baluarte da verdade, não pode ser covil de mentiras, mas de adoração em espírito e em verdade como convém a todos aqueles que Deus procura para serem seus adoradores (Jo. 4.23-24). Estar na casa de Deus e ser casa do Senhor requer postura ética e comportamental que inclui decência, ordem e sinceridade de coração. Seja o Senhor Deus sua vitória nessa semana!

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"Estar na casa de Deus e ser casa do Senhor requer postura ética e comportamental que inclui decência, ordem e sinceridade de coração"

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

É PRECISO SER PREVIDENTE

DEVOCIONAIS DE VITÓRIA
(15-21/01/17)

“Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar fiques ciente...” (1ª Timóteo 3.14-15a).


Tem pessoas que assumem uma postura de providência em sua vida e relacionamentos. Elas são capazes de superar uma dificuldade através dessa capacidade: de encontrar meios para suprir a demanda e evitar o pior. Paulo é uma pessoa providente. Percebe-se em sua atitude uma busca de proporcionar condições para que se superem as dificuldades. Não é por acaso que ele, juntamente com Barnabé, foi separado para encaminhar a coleta de alimentos à igreja de Jerusalém no período da fome (Atos 11.29-30). Todavia, o que nos chama a atenção é que Paulo não é apenas providente (remedia o momento presente que se impõe), mas ele é previdente (prepara-se para o momento futuro que se impõe). Ele não deixa para amanhã o que pode fazer hoje e nem acredita tão piamente na infabilidade dos planos humanos que não se prepara com um segundo plano tão eficaz quando o primeiro. A primeira carta a Timóteo poderia nem existir caso Paulo não fosse previdente. Se ele iria encontrar em breve o companheiro de missões, melhor conversar com ele pessoalmente. Creio que Paulo é como nós: achava que pessoalmente é sempre melhor! Ora, pelo que vimos ele está providenciando sua viagem. Ela é tão certa que ele diz ocorrerá em breve. Mas o breve não garante infabilidade ao projeto. A ação paulina é de providência e previdência. Caso ocorra qualquer imprevisto, ele quer ter certeza de que o projetado será realizado. É necessária sua orientação a Timóteo quando ao proceder na casa de Deus. É urgente essa orientação. Logo, ele não pode correr o risco de num imprevisto essa orientação não ser repassada. Paulo envia uma carta a Timóteo e se antecipa. Quanta falta nos faz a previdência! Com ela, muitas famílias ainda estariam de pé e muitas misérias teriam sido evitadas. Chega de viver remediando! É necessário prevenir. O pai, conhecendo o coração enganoso humano, deve prever as disposições desse coração e se prepara para os imprevistos. Nada de chegar chorando e dizendo: “Se eu adivinhasse que isso poderia acontecer, teria tomado as providências com antecedência!” Ou seja: teria sido previdente! É necessário que a prática cristã de devoção e ação inclua a previdência como auxiliadora das decisões e dos planejamento. Tenha uma semana abençoada!

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"Chega de viver remediando! É necessário prevenir."

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O PADRÃO DA LIDERANÇA CRISTÃ - VIII

DEVOCIONAIS DE VITÓRIA
(04-10/12/16)

“Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus” (1ª Timóteo 3.13).


Estamos numa sociedade em que a busca pelo status social é o maior empreendimento pessoal. Por esse caminho, trilham pessoas que fariam de tudo para chegar ao pretendido. Um dos caminhos para se conquistar influência e estabelecer o status quo é a ganância. Por ela, busca-se chegar ao topo usando outras pessoas como escada. A pirâmide do sucesso é construída de forma a ter no topo àqueles que fizeram os outros servi-lo. Os que estão na base da pirâmide são os espoliados em nome da superação pessoal. O padrão da liderança cristã assume outra postura. Todo aquele que pretende obter sucesso através dela e quer agradar a Deus, deve tomar o caminho do serviço. Quando Paulo trata sobre o diaconato, ele nos ensina que na liderança cristã duas dimensões devem andar juntas: a conquista do sucesso e a intrepidez na fé. O serviço cristão conduz automaticamente ao justo reconhecimento. Não que o diaconato tenha sido exercido para se conquistar esse reconhecimento, mas porque o serviço no Senhor jamais será em vão. O destaque é próprio do serviço cristão. Todavia, esse destaque não promove o ego pessoal, mas a glória de Deus e o bem de cada um. Tanto destaque no serviço cristão alguém consegue, mais benefício o corpo de Cristo (a igreja) usufrui. A ênfase de Paulo para o resultado do bom desempenho no serviço cristão não é para que se busque sua prática apenas para conseguir determinado status. Ele quer mostrar que quem busca em primeiro lugar o reino, as demais coisas são acrescentadas! Quanto a muita intrepidez na fé em Cristo que o bom desempenho no serviço cristão produz, é algo que se deve atentar com afinco. Ao perceber que muitos na igreja convivem com uma enorme oscilação em sua fé, é inevitável que encontremos a causa disso na sua ausência de envolvimento no serviço cristão. A intrepidez na fé diz respeito não apenas a vivenciá-la de forma prática e convicta, mas transformá-la em fator de vivo testemunho cristã. É fé ousada e que busca visibilidade de forma a convencer os outros quanto ao senhorio de Cristo na salvação. Servir ao Senhor e a sua igreja é abençoador. Aquele que se envolve no diaconato tem esse bendito caminho pela frente, bem como todo aquele que, em amor, trabalhar na igreja. Deus seja sua vitória!

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"Servir ao Senhor e a sua igreja é abençoador".

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