domingo, 29 de maio de 2016

O PADRÃO DA LIDERANÇA CRISTÃ - I

DEVOCIONAIS DE VITÓRIA
(29/05-04/06/16)

“É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar” (1a Timóteo 3.2).

Devocionais de Vitória

A liderança cristã necessita, segundo Paulo, de assumir um padrão ético e virtuoso. Não é pedido algo sobre-humano e nem culturalmente inovador. O ético e o virtuoso é uma condição da normalidade da vida cristã. Por isso, se espera que o líder cristão assuma essa conduta num mundo que esboça um relativismo extremado (não existe verdade absoluta e, por isso, não existe uma condição ética padrão). O ponto focal da instrução paulina recai sobre a questão da “necessidade” – “é necessário”. Isso conduz a outra questão: a da sobrevivência. Toda liderança que não atente para algo que se relaciona à sua necessidade coloca em risco sua própria sobrevivência. Para Paulo, virtude e ética é a comida, bebida e respiração da liderança cristã. Ambas se relacionam com o bem que se deve praticar em consonância com o que se acredita. Não podemos deixar de lado que Paulo lida também com a questão do “ser” antes do fazer ou ter. Isso mostra que a virtude e a ética pretendida não é um moralismo que se desemboca num legalismo. O que é do ser da pessoa pertence à sua própria estrutura motivacional. O ser motiva um fazer, mas nem sempre um fazer estabelece o ser. A preocupação inicial no que diz respeito às virtudes é que o líder é, por isso pratica. Quanto ao fazer ético, o líder assume um comportamento dentro dos códigos de condutas cristãs. Vamos pormenorizar tudo isso. Paulo não pede que o líder realize hospitalidade quando isso se refere a uma virtude. Em termos éticos, como cristão, ele deve realizar hospitalidade. O que se pede é que ele seja hospitaleiro: não apenas pratique, mas seja hospedeiro – abrir a porta para alguém entrar é uma coisa, e tornar o ambiente colhedor ao hospede é outra coisa. Percebe que a instrução paulina é para uma condição de “ser” e não apenas de “fazer”. O objetivo é que se revele a nossa semelhança com Cristo. Na condição de discípulos, é o nosso caráter que se encontra em transformação. Aquele que se identificava como o “Eu sou”, exige que seus discípulos assumam como necessidade a afirmação da sua identidade como construção nas virtudes e ética cristãs. Ser cristão para um fazer cristão. Que Deus os conduza à vitória nessa semana!

Rev. Lucas Guimarães

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"Na condição de discípulos, é o nosso caráter que se encontra em transformação"

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